10 de janeiro de 2012

UMA QUESTÃO DE... ABUSO


o monumento na foto é dedicado
aos soldados da Primeira Grande Guerra
HOMENAGEM AOS MILITARES NATURAIS DO CONCELHO DE SINTRA MORTOS EM DEFESA DE ULTRAMAR, eis a dedicatória de uma escultura que se encontra em Sintra.

Já tinha visto várias vezes este mesmo monumento, e outros como ele, entretanto talvez a minha mente não estivesse sincronizada com o seu real significado. Não sei se existe, mas duvido que a Alemanha possa edificar um monumento aos seus soldados da Segunda Guerra sem parecer agressiva e racista, ou melhor, anti-semita, porque os judeus passaram da categoria de perseguidos para a de ultra-protegido, aliás, tem feito o oposto: constrói em memória dos judeus. No entanto, pode existir com toda normalidade aqui e em outros países, EUA, por exemplo, monumentos a louvar a braveza da sua agressão?

Morreram em Defesa da Ultramar? Que tanga! Que insulto aos verdadeiros atingidos! Eles tiveram o que bem mereceram. Os familiares dessas pessoas me perdoem, mas não vou pedir desculpas pela frase, por mais ofensiva que seja. É assim mesmo! Saíram de Portugal para um país alheio, para a Guiné, por exemplo, para fazer Guerra, em defesa de quê? Defesa? Defesa de interesses económicos de uma porção de gente, sim, mas não propriamente do povo português, e mesmo que fosse em defesa do interesse económico do povo português isso não legitimaria de forma nenhuma a agressão a outro povo… pois, não há “defesa” nesta questão, apenas “agressão”.

Um exemplo mais recente de invasão é a americana, estão no Iraque, na Afeganistão, e estão a ver como entrar em Irão, Venezuela, e algum outro país com potencial económico para controlar, e fazem-no em nome do “mundo livre”. Mundo livre, hem? Quer dizer viver em constante lei marcial é liberdade?

Os americanos tal como os colonizadores portugueses fizeram, invadem um país alheio, exterminam inocentes, porque são casualidades, danos colaterais, destroem tudo o que estiver pelo caminho e voltam para a casa com as mãos cheias de sangue e ainda assim recebem nomeações e homenagens. Não vêm que isso é ofensivo, mas reclamam porque a MVRDV desenhou umas torres que, segundo eles, lhes lembram o 11 de Setembro.

Qual é o significa disso, destes monumento, senão dizer que ao fraco não é permitido sentir-se ofendido? 

Por isso volto a repetir: os soldados homenageados neste monumento e em muitos outros do género tiveram o que bem mereceram. 
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