14 de fevereiro de 2008

E O AMOR É...

O Amor tem várias definições conforme os seus definidores.

Entretanto, seja como for, todas essas definições têm algo em comum: o amor é sempre alguma coisa. Ninguém se lembra que o amor podia ser apenas amor, e não o transverti-lo em definições duvidosas que dependem de uma determinada época para serem aceites. E eu como não sou diferente dos demais, também defino o amor à minha maneira.

Após um longo tempo de análise e passeando por diversas perspectivas do amor, cheguei á conclusão de que o amor é meramente uma desculpa para as pessoas terem sexo de consciência tranquila. Devo explicar? Não tem problema, cá vai ela.

Quando se pergunta por estas bandas o que é amor, duvido que a pergunta se refira ao tipo de amor que os irmãos têm entre si, que os pais têm para os filhos (ágape dos gregos), que os amigos têm (aliás, isso até é chamado de amizade, os gregos: filia), porém do amor erótico (eros, dos gregos – parece que eles são mais inteligentes e sabem diferenciar melhor estes sentimentos), ou melhor, para desanuviar o termo desse tom pesado: o amor entre homem e mulher.

Agora, se estivermos de acordos quanto ao que disse lá em cima, vamos pensar: qual é a manifestação suprema de amor erótico? Quando os namorados pedem prova de amor, o que é que pedem? Nos filmes, quando duas pessoas estão apaixonadas ou se amam como é que o mostram? Acho a resposta óbvia: fazem sexo, e para não se sentirem sujas ou imorais, preferem o termo: fazem amor. 


Mas todos sabemos que a fisiologia dos dois actos é o mesmo, e mesmo quando um dos dois pensa que está a fazer amor (com floreados) outro pode pensar que está a fazer sexo (seco e directo). Agora, falando do sexo; com quem é que as meninas sonham perder a virgindade? Com a pessoa que amem, a pessoa que vai ficar ao seu lado a vida inteira (eh, eis outra característica do amor ou da lavagem cerebral social).


Agora, basta disso tudo. Pensando na nossa condição de animal e tendo o sexo como um acto que nos é natural (embora muitos não o considerem uma necessidade homeostática porque, dizem, ninguém morre de não fazer sexo), e vindo no tempo até aparecerem as religiões que proíbem relações sexuais e fazem do sexo um acto impróprio e imundo a não ser quando praticado com o cônjuge (posteriormente – porque não se pôde domar o animal – com a pessoa que se ama). 
Todos sabemos como os romanos e os gregos glorificavam o nu, e como o nu agora é visto de través; como os templos indianos eram ornamentados com figuras kamusútricas sem que isso ofendesse a ninguém (aliás, hoje fazem as delícias dos turistas); em suma, depois do cristianismo o sexo tornou-se mau, muito mais mau do que sempre foi. 


Fomos educados a vê-lo assim e não podemos fazer nada contra isso. Mas também nos foi ensinado que sexo é puro e divino quando é praticado com amor… e é disso que estou a tentar falar há muito tempo. 


Quando vemos num filme ou numa leitura duas pessoa a terem sexo, valorizámos mais isso quando a história diz que existe amor entre elas, aliás, até somos mais tolerantes com os homossexuais quando dizem que se amam. Aliás, quando queremos ir para a cama com uma pessoa, não é dizendo-lhe que a amamos o caminho mais rápido?
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