28 de julho de 2012

COBARDIA (soneto)

Os ratos estavam na reunião,
Pra pôr fim as ameaças do gato.
Levantou-se então o mais pequeno rato,
Após mil discussão sem solução,

Deu a sua brilhante opinião:
Fosse posto um sonoro artefacto
No pescoço do tão temível gato,
Viam sempre a sua situação.

Boa ideia! O pequeno aplaudiram,
Pois, de todos, foi mais inteligente.
Quem porá no gato um sino?, inquiriram.

Temeram, desde o mais velho ao mais novo,
Até o mais ousado sentiu-se doente.
Eis, nesta estória, a fraqueza do povo.



versão de 1998
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