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30 de janeiro de 2012

AUTOCAD VS REVIT VS ARCHICAD VS SKETCHUP

Uma pergunta que quase sempre respondo é: qual das quatro ferramentas supracitadas é a melhor. Bem, como alguém com practicidade respondeu e como eu respondo: o melhor é aquele que souberes melhor usar. O problema é que por vezes são alunos do primeiro ano a fazerem-me a pergunta, o quer dizer que não sabem usar nada e estão num terreno de experimentação e querem descobrir em qual dos quatro investir. Pois bem, eis o meu conselho: 

AUTOCAD
Autocad é a ferramenta mais conhecida e mais usada nos ateliers, aliás praticamente todos os atelier usam. O Autocad além de servir para arquitectos, serve também para engenheiro, é uma ferramenta de comunicação indispensável. O problema no autocad é a documentação do projecto, considerando que não há uma ligação directa entre o 2D e o 3D, querendo dizer que se faz um por vez.
Não há como escapar do autocad.

REVIT e ARCHICAD
O Revit e o Archicad são ferramentas poderosas e que poupam bastante tempo na documentação do projecto, na medida em que, quando se faz alterações no plano bidimensional, as mesmas acontecem imediatamente no plano tridimensional. Ou seja, o programa faz o 2D e o 3D ao mesmo tempo, ganhando ao autocad nesse sentido, além de que é possível exportar os desenhos posteriormente para autocad. Sendo assim que perceber muito bem de revit e archicad, não precisa de perceber muito do autocad para se dar bem com o desenho técnico, ilustração e documentação do projecto.
Os dois programas são similares, e ainda não sei dizer qual é mais fácil de usar ou de aprender, pois há coisas mais intuitivas num do que no outro, embora, de modo geral me pareça que ARCHICAD seja mais intuitiva. 


SKETCHUP
É o programa mais intuitivo que já vi. As formas são facilmente manipuláveis e com plugins e rubys pode-se fazer com maior velocidade tudo e mais alguma coisa. Para modelação em 3D é rápido e prático, para a documentação do projecto é praticamente inútil. Entretanto, tanto archicad como revit abrem ficheiros de sketchup, o que quer dizer, que se pode modelar no sketchup, mandar para archicad ou revit e documentar. Também o autocad faz a documentação do sketchup, podendo trabalhar em simultâneo, sendo que muitas alterações do sketchup acontecem logo na planilha da documentação do autocad, quando o ficheiros são ligados por x-ref.


Como veredicto, o REVIT e o ARCHICAD ficam em destaque.
Para quem gosta de projectar com formas simples, tanto faz usar como outro, mas para quem projecta com formas complexas e já conheça autocad, o revit é mais aconselhável, pois que tem integrado as ferramentas de modelação de archicad, loft, sweep, entre outros. A não ser que aprenda o archiform, ou então modele em outro programa que conheça e depois importe em archicad.


Entretanto, se eu fosse recomendar um programa a alguém, recomendava o REVIT, porque por ser da autodesk mais facilmente comunica com o autocad e com os outros, 3dmax, Maya, etc. Mas o melhor é saber quais são os programas mais requisitados no mercado de trabalhos e tentar aprendê-los em vez de perder tempo com um programa que só tu conheces, como o Bonzai 3D (embora bom), por exemplo.

31 de dezembro de 2011

DICAS E TRUQUES DE SKETCHUP - Lição 1

MODELAR TERRENO

Bem, não pretendo escrever um manual, ou um tutorial que assim mereça ser chamado, só quero dar umas dicas, entretanto, mesmo para fazer isso, “dar um simples dica”, há que escolher uma metodologia, e eu não estou bem certo de que a que vou usar seja correcta. Mas como não posso fazer vídeos, vou ter que utilizar “print screens” para ilustrar as dicas.

Outro problema é: como devo começar? As dicas são para quem já sabe usar Sketchup ou para quem queira começar a aprender?
Bom, vou fazer de conta que pelo menos o mínimo já é conhecido, pois as ferramentas mais comuns do Sketchup são muito intuitivas. Posto isto, vou avançar.

A modelação do terreno é uma matéria que irrita a muita gente, mas o sandbox do SU7 (e agora SU8) permite uma fácil modelação do terreno, mas depois quer-se marcar o jardim, a estrada, o terreno baldio, etc, e não dá, porque a superfície é a mesma, e as ferramentas usuais do SU não fazem marcação numa superfície não complanar. E é isso que dá dores de cabeça. Aqui vai uns dois truques para dar a volta à situação.


Imaginem que temos a seguinte situação (pode-se fazer o download deste ficheiro DWG aqui, para exercício):


E queremos modelar no SU. Para quem usa SU7 convém salvar o ficheiro DWG em versão 2004 (não tenho a certeza se não importa 2007, porque eu salvo sempre em 2004), para quem usa SU8, não tem problema salvar em versão 2010.


1º passo
Importar o ficheiro com as curvas de nível do autocad (file>import;). Nos sítios marcados a vermelho na figura, tipo do ficheiro, seleccionar DWG, e nas opções seleccionar “METRO” para não alterar a escalar.



2º passo
Clicar com o botão direito em cima do desenho e explodir. Abrir a janela dos layers e congelar todos os outros, deixando visível apenas as curvas de nível.



3º passo
Seleccionar as curvas de nível, para se isolar dos restantes layeres, cortar e colar no local (edit>paste in place)  e criar grupo.
Obs: para editar qualquer grupo, tem que se clicar duas vezes nele.

4º passo
Modela o terreno.
Para preencher tudo facilmente, usar a ferramenta rectângulo e criar um rectângulo sobre o desenho. Depois é só criar elevações. Quando aplicamos a ferramenta puxa-empurra, ao darmos um valor à extrusão, só temos de clicar duas vezes na superfície seguinte para ela se elevar com o mesmo valor.



Ficamos com o terreno assim, escadeado.
Para um terreno de verdade, sem escadas, vamos fazer o seguinte.
Copiar este grupo, clicar com o botão direito sobre ele e clicar hide para o esconder. A seguir colamos no local com a ferramente paste in place no menu edit.

5º passo
Activar o barra da ferramente sandbox.View>toolbar>sandbox.Seleccionar o desenho e clicar no primeiro ícone do sandbox.



A superfície do terreno é criada como um grupo. Seleccionar o terreno escadeado e apagar.
Obs. 1: clicando 2 vezes num objecto a editar, selecciona-se a face. Clicando três vezes, selecciona-se o objecto todo.
Obs. 2: Se as linhas da curva de nível estiverem com as cotas atribuídas, é muito mais fácil fazer o terreno, selecciona-se apenas as linhas e aplica-se o mesmo ícone para ter o terreno feito.




6º passo
Esconder o layer da curva de nível e activar os restantes layeres.
Depois de preenchidas as faces, copiar também este grupo, esconder, clicando com o botão direito e hide, e colar no local.


A seguir, procede-se à elevação das faces. Temos de atribuir um valor superior ao ponto mais alto do terreno. O terreno tem uns 15m de cota, vamos elevar as faces uns 20 metros ou mais, não importa.


Por motivos de renderização convém que as faces todas sejam brancas, porque a face cinza por vezes não é visível pelo renderizador.

7º passo
Activar todos os layeres. Seleccionar o grupo do terreno e o outro grupo e explodir com o obtão direito.
Depois de explodidos, seleccionar tudo de novo, com o botão direito, clicar no intersect>selected.


Isto demora o seu tempo no SU7, menos no SU8, mas leva o seu tempo na mesma, e quanto mais volumes a interceptar mais tempo leva. Por vezes tem que se efectuar o procedimento duas vezes, para assumir todas as intercepções. Após a conclusão, apagar as partes que não interessam, deixando apenas o terreno.




8º passo
Mostrar os grupos escondidos, view>unhide>all. Seleccionar o grupo de edifícios apagar os restantes elementos e proceder à elevação do edifício com a sua cota específica. Aqui usei valores aleatórios.


9º passo
Da mesma maneira que antes, explodir os grupos e usar a ferramenta de intercepção, e depois apagar as partes não necessárias.


10º passo
Aplicar os materias e renderizar.


E uns renders bem básicos para acompanhar a peça.



27 de março de 2011

AUTOCAD 3D 2012 GOES SKETCHUP


A Autodesk costuma lançar o upgrade dos seus produtos a 25 de Março desde há alguns anos. Entretanto, este ano, não sei como, nem por quê, as versões de Autocad, Inventor e Autocad Architecture (um cruzamento de Autocad e Revit, sem a potência de nenhum dos dois) já andavam a circular por aí, inclusive ainda no dia 17 eu já andava a experimentar Autocad 2012, e não a versão Ironman.

A mudança do visual não se nota muito em relação ao 2011, a janela de abertura já sim. No meu computar o 2012 demora mais tempo a abrir porque o programa vem carregado de plugins e já não e preciso pescá-los por net fora (e nem sei que plugins são esses para dizer a verdade, pois costumo usar apenas dois), de qualquer forma quem se importa com o visual, desde que o programa seja leve e reduza o tempo de execução pode ser tão feio quanto Sketchup que será sempre usado.

Usei o programa em 2D e não notei muitas melhorias, porque o que eu faço nesse plano posso fazê-lo na versão 2000, com bastantes chatices, é claro. Entretanto, foi no 3D que senti a melhora.

Desde a versão 2009 que a Autodesk tem melhorado a forma de modelar no Autocad, aproximando-se cada vez mais da facilidade de Sketchup. Experimentei o 3D de autocad nesta versão de 2012, e, bem, só posso dizer: toma cuidado, Sketchup. E a melhoria toda deve-se, julgo eu, ao facto de Autocad integrar agora Inventor.

Por exemplo, antes para fazer um buraco numa parede, tinha que se usar o comando  subtract, agora já não é preciso, o comando presspull que antes apenas fazia region e extrude, agora, faz as duas coisas e ainda faz o subtract, poupando grandemente o trabalho. Outra melhoria foi os planos UCS que se tornaram mais inteligentes, não precisando de a toda hora dirigi-lo conforme o desenho que se quer fazer. E, como os restantes programas que permitiam importar os modelos do warehouse do Sketchup, Autocad 2012 também facilita esse processo e ainda possui a sua própria warehouse (ou sei lá como vão chamar a sua versão).

novidades (

Viram como não sei muito sobre o programa?

O visual style do 2012 também aumentou o número de opções de visualização e, ainda não tirei a prova dos nove, mas parece que dá para importar estilos tal como no Sketchup. Enfim, tal como o título diz, Autocad 3D está a virar Sketchup, e considerando as ferramentas nurbs que possui, fico a perguntar-me se não será desta que largarei o Sketchup, pois já estava a transitar lentamente para o Revit...........!!!!! Bah! Ninguém me tira do Sketchup.

Entretanto o que continuo a lamentar é o Autocad em português, para quem comece a aprender e aprenda com o português a estratégia é muita boa, mas para quem está habituado ao produto em inglês, é mesmo lamentável, e considerando que os estudantes irão trabalhar para ateliers já antigos e que provavelmente vão ter o programa em inglês a coisa parece torta. Não que não goste do programa em português, gosto, até mostra que o Autocad só parece difícil por causa da língua, entrentanto o facto de os atalhos dos comandos se alteraram todos e não haver a possibilidade de editá-los a todos no .pgp, torna-o frustrante. Mas isso é um problema para mim porque tenho dificuldade em lidar com mudanças (obs.: não confundir com evolução).

11 de setembro de 2010

SKETCHUP 8



Há muito tempo que procurava notícias sobre Sketchup 8, queria ser um “beta tester”, mas não tive esse privilégio; porém há umas duas semanas recebi um newsletter da Google a avisar do lançamento do Sketchup 8 e fui imediatamente baixar o programa para testar.

O que há de novo? Bem, eles têm um vídeo a explicar o que há de novo. Mas, para dizer a minha justiça (que pode não ser justa), Sketchup 8 desiludiu-me.


Depois de ter experimentado o Bonzai 3D, que alia a simplicidade de Sketchup à complexidade de Nurbs, julguei que o novo Sketchup traria também os nurbs, mas não trouxe; além disso, há muitos rubys que são extremamente práticos, que podiam ser adoptados tal como aconteceu nas versões anteriores, como ferramentas de raízes e não aconteceu. É certo que as ferramentas novas têm a sua practicidade, mas eu esperava mais, senti-me defraudado, volto a dizer.

O que é de bom, no entanto, é que, experimentando o Sketchup 7 e 8 no meu AMD Athlon de 2002, 256 MB de memória, o tempo de reacção do Sketchup 8 foi menor, não fiz um benchmark, mas posso jurar que o Sketchup 8 responde mais rápido.  Além disso, o pesadelo de modelos pesados é pratica e totalmente resolvido pelo Sketchup 8 (quem já fez modelos grandes com muitos pormenores sabe do que estou a falar, ou quem já usou árvores em 3D muitos detalhados nos modelos), tenho um trabalho de 48 MB, cujos cujos layeres tinha que colocar invisível para só assim poder manejar, o que por vezes criava problemas quando queria usar a opção copiar, pois só se copia os layeres visíveis. Uma operação de normalmente 5 minutos custava-me uns bons 20 minutos no SU7, porém o SU8 (vénias à retaguarda), permite-me manipular esse modelo com todos os layeres visíveis, transformando os 20 minutos em uns 7 ou 8 (comparativamente falando). E funciona com todos os plugins e rubys que funcionam no SU7.

Já o Layout 3 apresenta siginificantes melhorias, mas quanta gente usa o Layout do Sketchup para documentar os trabalhos? Em dois anos, eu só usei uma vez (mas isso sou eu), e 90% dos colegas que usam Sketchup parece que nem sabem que isso existe.

Daí que digo: o Sketchup 8 pode não ter melhorias aparentes à primeira vista, pode me ter desiludido, mas é bem melhor que o Sketchup 7 (estou a chover no molhado). Ah, quem estou a enganar?, vale a pena o upgrade só para melhorar o tempo da resposta, corrigir uns bugs, e, provavelmente, ganhar novos bugs.