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15 de fevereiro de 2012

PSYCH, S06E07 – In for a Penny (review)

Então Shawn disse: Não podia ter conseguido sem ti, Frank! Aquela palmadinha no rabo era o que precisava para descobrir isso.

Bom, desta foi a vez de Juliet (Maggie Lawson) ganhar destaque, e foi-nos contado mais um bocado da sua vida. Já sabíamos que ela é irmã de John Cena, e que este é militar (quando não está nos ringues, provavelmente), demonstrando que a sua família tem uma queda pela “Lei”. Mas agora conhecemos o seu pai, Frank (William Shatner), e passamos a saber que afinal a “Lei” não faz realmente parte da genética da família.

O caso deste episódio foi sobre um roubo, mas não acho que o caso realmente interesse, porque só serviu de desculpa para a história de Juliet e para a interacção entre os personagens, o que se percebe na maneira “fácil” como foi resolvido.

O episódio acabou e eu fiquei em dúvida, será que o pai da Juliet sabe que Shawn (James Roday) é um fraude? Porque, como se costuma dizer: um trapaceiro conhece outro, e embora Shawn pareça ter acertado em todas as suas previsões sobre este, no caso da viagem, o seu acertar não foi mais nada do que ler pistas aleatórias que tanto podiam ser verdadeiras como não.

Gus (Dulé Hill) parece estar perto de encontrar o amor da sua vida, parece que não querem fazer dele o tio solteiro e esquisito, porque têm-no mostrado a cair por qualquer cara bonita que lhe aparece à frente, e as suas escolhas não parecem de forma nenhuma saudável. Já se apaixonou por uma criminosa, depois por uma louca, agora falam do seu desespero em estar solteiro… acho que foi bem trabalhado essa faceta, porque se antes tinha o seu Shawn só para si, e não lhe parecia que precisava de um contraponto feminino, agora que anda sempre com o casal Juliet-Shawn, é natural que essa necessidade comece a aparecer ou a agravar.

Não tivemos muito de Lassiter (Timothy Omundson), só serviu para umas piadas, e Henry (Corbin Bernsen) conseguiu estar mais sumido ainda que Karen (Kirsten Nelson), pois embora tivesse tido mais tempo de antena, teve menos fala que esta. Aliás, deviam destacar os dois mais um bocado, principalmente Karen, e não fazê-la apenas aparecer para debitar umas duas frases e depois sumir, porque do jeito como as coisas estão para ela já nem parece que faz parte do elenco fixo.

Não é um grande episódio a “Psych”, em termo cómicos, é claro, mas por contar mais sobre a Juliet, acho que pode-se considerar um episódio perto do memorável. De qualquer maneira, percebemos por que razão Frank era um pai ausente, com tantas missões no Enterprise como Capitão Kirk, é claro que não teria tempo para visitar a filha… e Juliet tem uma família deveras interessante (tanto para os nerds como para os pouco-cérebros, leia-se consumidores da wrestling – provocativo, hein?).

Além de mais, vai mais um vislumbre sobre como Shawn precisa de Gus e que este não é apenas um elemento semi-inútil.

Shawn: Atrás de todo grande homem há uma grande mulher. E neste caso, aquela mulher é uma inteligente, sofisticada, e um cabeçudo garanhão chamado Burton, e ela é preta, e ela sabe dançar. Preciso de ti nisto, amigo, porque grandes mudanças são traiçoeiras para mim, e isto está a ficar sério [a sua relação com Juliet], vamulá… Foghorn precisa de Leghorn.
Gus: Eles são o mesmo galo, Shawn.
Shawn: Exactamente.
Gus: Fixe.

14 de janeiro de 2012

PSYCH, S06E06 – Shawn Interrupted (review)

E então Shaw disse: Não te preocupes, Jules, eu sei como funciona um manicómio, já assisti a “Girl Interrupted” seis vezes.

Não gostei muito do episódio anterior, senti que a Psych tinha perdido a garra algures e começou a proceder a reciclagens indiscretas, aquela história de Shawn infiltrado e as suas reviravoltas que não reviravam quase nada não fora assim tão cómico (considerado no pacote de “Psych”, porque o episódio, independente, tinha graça), e algumas situações para criar comédia acabaram por se tornar irritantes e forçadas. Foi num estado de espírito crítico, devido ao episódio anterior que comecei a ver este. No entanto, revelou-se mais fluído e natural, à la “Psych”, é claro.

Só a premissa deste episódio, fazer Shawn (James Roday) passar por louco para se infiltrar num manicómio já era louca, embora me provocasse algum receio que fosse ser demasiado pastelão, porque geralmente esse é o papel de Gus. Mas foi bem conduzido e ganhamos assim mais um episódio muito engraçado que só vem solidificar a posição de “Psych” entre as séries mais cómicas desta temporada. No entanto a diferença entre este e o episódio anterior é que as piadas aqui são em maior número, porém mais diluídas, e apesar de tudo conseguiu ser mais engraçado.

Eu também me pergunto, por que razão “Psych” não tem uma maior audiência tendo a consistência que apresenta?

O episódio começou com Lassiter (Timothy Omundson) a vangloriar-se, fazendo uma festa, por depois de anos ter conseguido resolver um caso sozinho, sem ajuda de Shawn, e este, carente de atenção e sempre em disputa com aqueles que estão a ter momentos de glória, estava outra vez atento a procurar possíveis falhas ou a tentar ser o centro da atenção, pelo menos no que se refere a Juliet (Maggie Lawson). Quando o culpado de Lassie estava a fugir pelos dedos da justiça alegando insanidade mental, resolveram fazer infiltrar Shawn para, visto que ninguém é julgado duas vezes pelo mesmo crime na América (isto é, depois de ter sido declarado inocente, porque o culpado pode sempre recorrer), queriam pelo menos poder prendê-lo por perjúrio. E como sempre, Shawn não anda sozinho, tem de levar sempre Gus (Dulé Hill) - ou nada feito – e como sempre, quando este vai junto, as coisas não são nada o que ele espera, lá acabou infiltrado também, mas como zelador.

As trocas e baldrocas de Shawn na procura do seu suspeito, que fazem dele o Sherlock Holmes mais inconsistente de toda a panóplia de detectives de ficção (pelo menos os que eu já li ou vi em filmes ou séries), são outra vez usadas aqui com intensidade, aliás, nem devia ter referido a isso, posto que é uma constante do “Psych”. E, alguém me diga que não pensou que Shawn acabaria por receber algum diagnóstico acerca da sua personalidade, o psiquiatra lhe dizendo que tem uma série ou alguns parafusos soltos?

E a revelação final deste episódio sobre quem era o verdadeiro assassino surpreendeu-me, sim, eu sabia que provavelmente seria a pessoa que indicaram, mas visto esta ter tido uma reacção aparentemente genuína, surpresa e preocupada quando Juliet referiu-se a um pormenor que poderia ter ilibado o suposto criminoso, fiquei à espera que apresentassem mais outra personagem, porque não seria obviamente aquela para quem transferimos a suspeita. (Ok! Eu sei que em reviews os spoilers não são uma preocupação, aliás, quem vem aqui ler isso, provavelmente já viu o episódio, mas de qualquer maneira, quero reduzir osspoilers o mais que puder).

“Psych” começou bem, e está indo muito bem, não sei se não é muito cedo para dizer que esta é a melhor temporada que eu me lembro, mas sei que não é cedo para dizer que “Psych” é, se não a melhor, uma das três melhor séries de comédia actual (considerando todo o pacote).


Juliet: Assistir a “Girl Interrupted” seis vezes não faz de ti um perito.
Shawn: Sete faz. Eu e Gus vimos outra vez ontem à noite.

4 de dezembro de 2011

PSYCH, S06E05 – Dead Man's Curveball (review)

E então Mel disse: Estou velho demais para esta merda.

Assim fora do contexto a frase não tem piada alguma, mas quando se sabe que Mel foi representado por Danny Glover, e que o nome é uma piada com Mel Gibson, com quem representou Murtaugh e Riggs, respectivamente, na série Arma Mortífera, e a frase foi dita na Arma Mortífera 4 antes de levarem os dois um enxerto de Jet Li, percebe-se a sua graça.

Mel é um treinador de basebol que Shawn conheceu desde criança e o contrata para investigar um suposto assassinato, o que foi a linha principal do episódio.

Entretanto, a primeira metade deste episódio foi uma seca, salvo um ou dois momentos, com Shawn (James Roday) nas suas ridicularices sem sentido que depois de mais de cinquenta episódios perde o encanto, apesar de acharmos nada natural quando ele não se mete ao ridículo. Por exemplo, aquela discussão no início que teve com o seu pai, Henry (Corbin Bernsen), foi um tanto novo, eu sei que eles discutem mas não desta forma, no entanto... bem, de qualquer forma sabemos que Shawn é o filho do seu pai, e a rivalidade entre os dois por causa do basebol de tão irrisório tornou-se engraçado.

Este aqui foi uma espécie de repetição de um dos episódio de uma das temporadas anteriores onde Shawn se infiltrara numa equipa de futebol americano, e talvez por essa razão que até ter começado a ganhar independência, lá para o meio, não teve nenhuma graça, pelo menos para mim.

Se num dos episódios anteriores tivemos Gus (Dulé Hill) drogado, aqui foi a vez de Shawn, não foi tão engraçado quanto Gus, mas não deixou de o ser.

Gus: Por que estás a fitar a minha orelha?

Shawn: Não sei, mas não consigo parar de olhar.

Gus: Por que estás a falar tão rápido?

Shawn: Por que estás a ouvir devagar?

Uma coisa que não entendi foi Henry depois disso ter dito que um amigo seu analisou a água que tinha drogado Shawn, quando a esquadra tem o seu próprio laboratório e em muitos episódios quem analisa essas coisas é o Woody (Kurt Fuller), será que se esqueceram disso ou simplesmente esqueceram-se disso? E Woody está a ganhar cada vez mais a minha simpatia, e aquele paralelo ridículo que fez entre uma melancia e a cabeça humana só porque a primeira contem vitaminas que o cérebro precisa, ou quando pediu por um voluntário para testar a teoria do taco de basebol estiveram mesmo à altura.

Shawn a revelar acidentalmente que praticamente toda a equipa do basebol dormia com a mulher de um deles, ou como a câmara focava nos olhos do mascote enquanto procurava informações ou a dar as boas e as más notícias a Gus, e este a convencer o assassino para não atirar nele, prometendo levá-lo à pessoa certo foram outros dos momentos hilariantes deste episódio. Ah, e esqueci de mencionar Gus vestido de mascote.

Como dissera, este não foi no começo um grande episódio, mas lá para o meio teve uma boa concentração de piadas que acabou por fazer esquecer o início morno. E, ah!, parece que voltamos outra vez às doses de Young Shawn.

26 de novembro de 2011

PSYCH, S06E04 – The Amazing Psych-Man & Tap Man, Issue No. 2 (review)

E então Shawn disse: Eu resolvi mais crimes do que sei contar… porque eu resolvo muitos crimes e não porque não sei contar.

Às vezes tenho medo de simplesmente sentir-me cativado pelos personagens de “Psych” e sobrevalorizar os episódios, por isso peço, alguém por favor me diga que “Psych” não é tão genial quanto eu penso.

Tudo o que é “nerd” e “pop” é visitado por “Psych”, já tivemos temas (vampiros, lobisomens, etc.), séries (alguém se lembra de “Twins Peaks?”), filmes (até de Bollyhood) e desta vez, um formato diferente, a nona arte, com os super-heróis. Ainda uma visita ao filmes do Super-homem, quando aparecia uma notícia no Daily Planet, rodando até ocupar o ecrã, só que a brincadeira aqui foi feita com um iPad ou “tablet” qualquer (não sei, e não interessa), e também houve alguns momentos de fazer inveja ao “The Cape”.

Tirando os momentos de piada, vendo a outra vertente, gostaria de salientar a conversa entre Shawn (James Roday) e Juliet (Maggie Lawson) sobre a sua relação, onde ele diz que não precisa estar sempre de acordo com ela para que tenham uma boa relação e exemplifica com o seu relacionamento com Gus (Dulé Hill). Shawn é inteligente, porém, por vezes, é um autêntico contraste, toma atitudes infantis na maior parte do tempo, mas mostra quase sempre uma maturidade tremenda. Acho que o romance destes dois está a ser bem doseado, mostram que a relação está a aprofundar-se, mas não perdem tempo com ela, quanto muito umas duas doses de conversas bem servida para mostrar a sua evolução.

Falei da maturidade de Shawn lá em cima, mas aqui vou falar da sua insegurança. Como já tinha dito, ele é um tremendo antítese, pois só uma pessoa ultra-confiante tomaria as atitudes que ele toma, na maneira como aborda as pessoas, mas todas as suas atitudes por vezes parecem máscaras para esconder a sua insegurança. Aqui entrou outra vez em competição com “The Mantis” porque este estava a ser elogiado, principalmente por Juliet.

Agora tenho de ir para a série. A história desta vez é sobre um vigilante que aparece na cidade e começa a limpar a bandidagem, o que causa duas reacções antagónicas da força policial: a admiração e o contentamento de ele estar a ajudar a lei e a necessidade de pará-lo, porque apesar disso está a margem da lei. E tal como não podia faltar, houve uma referência ao vigilante #1 do cinema: Charles Bronson. Entretanto houve aqui uma lacuna. Shawn percebeu que “The Mantis” tinha plantado uma evidência, mas nos momentos seguintes essa história não voltou a ser tocada e ele deixou-a passar em branco, ajudando mesmo a ilibar o “The Mantis”.

Não sei mesmo o que falar sobre o episódio, já devem ter notado pela maneira como estou a saltar de assuntos entre os parágrafos, porém não é porque não tenha onde pegar no sentido negativo, mas porque é um episódio bem sólido (desconsiderando a parte da evidência que apontei) e muito engraçado. Esperava no entanto que Gus usasse o seu super-faro neste caso, mas preferiu ser o “Tap Man”, falhando os seus alvos com uma técnica cujo único efeito que poderá ter nos “atacados” é um posterior ataque de riso quando se lembrarem da situação. Não me lembro em que temporada Gus levou Lassiter para aprender a fazer sapateado, através do qual este aprendeu a alcançar a paz interior e a aclarar a mente, ou seja, já sabia que ele fazia sapateado, mas só achei um tanto forçado que ele use sapateado com técnica de combate… eu disse, forçado, não disse não-cómico.

Tem momentos em que Shawn e Gus são extremamente irritantes, como na cena onde se embaraçaram e caíram, acho que exageram no “c’mon, son”, sei que querem introduzir o termo para a série, mas podiam fazê-lo de uma forma mais gradual e discreta, tipo o “bazinga” de Sheldon, que ele agora não diz (bem, já estou a misturar as coisas). E a cena final, estúpida e engraçada, mas irritante na mesma, pois parece-me irreal.

Gostava que tivessem tempo para Woody, mas se nem o têm para os personagens do elenco fixo, como Karen e Spencer, compreendo que não o tenham para ele.

Não posso referir-me a todos os momentos engraçados de “Psych”, porque o “timing” entre as piadas é demais, mesmo que todas não funcionem, por isso, é melhor deixar que cada um eleja o seu melhor momento.

Em resumo, este episódio é mais uma pérola de “Psych”.


Shawn: … E tens uma tatuagem de um bullmaster.
Reynolds: É a minha avó.
Shawn: Ela está a fingir ser um bullmaster?… (embaraçado) Aposto que ela está a parar o trânsito no céu?
Reynolds: Ela não está morta.

11 de novembro de 2011

PSYCH, S06E03 – This Episode Sucks (review)

E então Lassie disse: A única coisa que se compara com a alegria que eu tive foi quando o Chuck Norris discursou na Convenção de Armas em Aberdeen.

Já foi há muito tempo que eu vi as anteriores temporadas de “Psych” e já não sei dizer qual foi a melhor, porém acredito que esta, se mantiver este ritmo com que começou, será de certeza a melhor, o que seria bastante bom, visto que boa parte das séries do género, a esta altura manifestam-se sem ideia e gastas, procedendo a pura reciclagem. É claro que “Psych” recicla (e como!) as revelações finais não surpreendem a ninguém, o que diverte, no entanto, a razão porque eu vejo “Psych” é a forma como lá chegam. Este novo fôlego no “Psych” é um regalo para os acompanhantes da série.

Não é a primeira vez “Psych” trata de eventos “sobrenaturais”, já tivemos um episódio com um psíquico (Shawn.2), com zombie, com múmia, com fantasma, com lobisomem, agora, chegou a vez dos vampiros. O tema que abriu o episódio apontava directamente ao assunto que ia ser tratado, e o título, uma referência crepusculeana ou pelo menos à paródia do filme, “Vampires Sucks”, pois como vimos, “This Episode Sucks”, fazia já por si uma introdução.

A história começou com Lassiter (Timothy Omundson) a ser engatado num bar, o que devido ao tema do episódio cria logo desconfianças, é claro que sabemos que não existe vampiros (ou por vezes receamos que eles caiam no ridículo de dizer que existem) e que tudo não passará, como das outras vezes, de uma situação caricata com uma explicação lógica que se pareceu o que pareceu foi pelas crenças dos envolvidos, mas mesmo assim. Desconfiamos da pessoa que aborda Lassiter, mas lá pelo meio vemo-nos a rezar para que tudo dê certo com ele e que o óbvio não fosse óbvio, principalmente depois de nos ter sido mostrado o estado esfrangalhado em que ele se encontra emocionalmente. Não queria que a minha mãe virasse lésbica aos 53… mas depois que a Altea lhe faz feliz de uma maneira que o meu pai nunca pôde.

E pela segunda vez vemos Lassie a agir para lá da sua lógica, colocando-se fora da sua caixa de areia. Da primeira vez, numa das temporadas passadas, foi porque estava farto de ver Shawn (James Roday) a resolver casos com suposições irrisórias, desta vez embarcou na teoria absurda de Shawn; mas de ambas as vezes, podemos concluir, fê-lo por insegurança. Houve um tempo em que eu me divertia em ver Lassiter a meter os pés pelas mãos, mas acho que esse sentimento está absolutamente mudado, principalmente depois das suas intervenções nos três últimos episódios, e ainda mais pela forma como jurou a Shawm proteger Juliet (Maggie Lawson).

A relação Juliet-Shawn foi deixada em stand by e, ainda bem, pois realmente não fez falta nenhuma, o episódio teve assunto suficiente para preencher os quarenta minutos sem precisar desse enchimento.


O episódio foi uma festa para vampiros, mas sobressaiu mais a história de Lassiter, por isso, fiquei apenas nele. Entretanto, vou falar de Woody (Kurt Fuller), que só apareceu um bocadinho, num registo não muito cómico, e de Henry (Corbin Bernsen) que, não me parece ter muita função ultimamente, senão a de dar a cara. Woody, no entanto, parece ter conquistado o seu lugar ao sol e, pelos vistos, vamos tê-lo a temporada toda a aparecer, mesmo que por um instante, e aposto que se lhe derem mais corda, ainda é capaz de para o elenco fixo.

Hum… este review estava a ficar bastante estranho, porque não é possível falar de “Psych” sem Shawn e Gus (Dulé Hill), e eu quase que o ia fazer. Bem, eu sei que Shawn e Gus são personagens fictícias, mas por vezes dou por mim a perguntar: estes gajos existem mesmo?A infantilidade dos dois é algo necessário para a série e, sei lá, de invejar, pelo menos por mim que gostaria de ter menos siso no meio de outras pessoas, entretanto por vezes descamba para o ridículo. Gus, oh, Gus… a cena com o clorofórmio serviu-lhe mesmo bem.

Paralelo aos vampiros referenciados e aos filmes de vampiro, e até a séries*. Ainda tivemos uma homenagem a Clint Eastwood, com referências que ajudaram Lassiter a encontrar a sua alma gémea. A cena final na prisão, digno de um filme de Bollywood, ou dos dramas dos anos 50, foi divertida. Ah, quase que me esquecia, não só Shawn, Gus e Tarantino sabem quem é Blácula, eu também sabia, mas acredito que só eu e mais uns quantos gatos pingados que não limitam a sua cinefilia a filmes pós-”Matrix” é que sabemos.


Shawn: Ele tem uma doença chamada Don Skarsgard*, precisa de muito sangue O-negativo e tem de roubá-lo porque não tem plano de saúde.

5 de novembro de 2011

PSYCH, S06E02 – Last Night Gus (review)

E então Shawn disse: o meu dispositivo de dedos na sobrancelha está avariado


Digam que exagerei, mas quero dar 10 pontos a este episódio, apesar de algumas piadas que não funcionaram. E preciso de fazer uma review depois disso?

“Psych meets The Hangover”, podia ser este o título, e recomendo àquela malta de Hollywood, para quando forem fazer “The Hangover 3” verem este episódio de “Psych” e aprender como é que se faz comédia.

Quem começou bem esta temporada foi Woody (Kurt Fuller), a sua personagem, por ser um tanto esquisito, diferente da esquisitice de Shawn e de Gus, aumenta uma pitada à lista de esquisitice dos personagens. Já no episódio anterior teve o seu momento amplificado, mas a química entre ele e o pai de Shawn, Henry (Corbin Bernsen), não funcionou como neste episódio com os outros. Espero que ganhe mais tempo de antena, o seu humor lembra-me ao Dean Pelton de Community.

Eis a história desta semana: Shawn, Gus (Dulé Hill), Lassiter (Timothy Omundson) e Woody acordam sem lembranças nenhuma do dia anterior, e pelo que vão percebendo, podem ter lidado com traficantes e até morto uma pessoa… oh, não… duas pessoas! Ou pelo menos, Lassie pode ter morto. A cumplicidade entre os rapazes foi bem divertida. E foi também divertido ver Shawn a passar-se porque foi jogado para uma situação absolutamente fora da sua caixa de areia, onde não pode confiar na sua mente para lhe ajudar.

E ainda, a conversa de com a Juliet (Maggie Lawson) também teve a sua carga emocional positiva, pois além de servir um bocado para o lado cómico, deu a pincelada de romance que Psych insiste em usar, o que não me desagrada. Eu juro que pensei que Juliet ia dizer que Shawn lhe tinha pedido em casamento.

Se Psych continuar com este ritmo, acredito que esta será a sua melhor temporada, pelo menos este episódio é, já, um dos meus favoritos. E estou a sentir uma mudança no ritmo de Psych, mas ainda não me desagrada… por exemplo, uma particularidade no episódio anterior foi a cena usual das aulas de Henry com o “young Shawn” ter sido mostrado apenas no final do episódio, ok, serviu para fechar o pseudo-suspense sobre Shawn ter enganado o polígrafo. Neste, não fomos honrados com a presença do “young Shawn”, será que é porque não havia como Henry pudesse prever uma situação destas, ou querem mudar o estilo depois de cinco temporadas de quase mesma coisa e de um Henry que, ou é mesmo um psíquico, visto todas as lições que deu ao filho servirem para algo, ou é um professor e pêras?

Não gostei e achei improvável a reacção de Gus na reunião com Karen (Kirsten Nelson), teve piada, por causa da comédia corporal de Gus, e diz que ele está tão desesperado em marcar pontos que teve uma atitude que geralmente só Shawn teria, mas menos maduro em relação a este. Essa cena tirou a seriedade do episódio e daquela equipa de investigação, é certo que se comportam como crianças (por exemplo, a cena entre Shawn e Lassiter a brigarem com toalhas, entre inúmeras outras do episódio passado), mas aqui pareceu mesmo uma birra de jardim-infantil. Enfim… O melhor do episódio, no entanto, deveu-se também a Gus. A cena com Leroy, estando ele chapadinho da Silva foi hyper-hilariante.

Shawn: Senhoras e senhores… e Dwayne… apresento-vos o Sr. Leeeeeeeroy Jenkins.

17 de outubro de 2011

PSYCH, S06E01 – Shawn Rescues Darth Vader (review)

E então Gus disse: Não quero ser apanhado num carro com um puto de 11 anos.

A principal diferença entre “Psych” e “The Mentalist”, não vamos falar do estilo, é o facto de Shawn (Shawn Spencer) fingir ser um psíquico, quando na verdade é um bom observador, e Patrick dizer-se um observador, mas com a precisão das suas observações deve ser na verdade um psíquico ou pelo menos os seus argumentistas são. Os métodos de Shawn, segundo ele próprio, umas temporadas atrás, tirando a boa observação, são bem trapalhões, e encontram a verdade por acaso depois de várias tentativas e erros, como Lassie (Timothy Omundson) lembrou repetiu neste episódio, ou seja depende muito da sorte, enquanto que Patrick já sabe quem é o assassino mal acaba de ser informado do crime e só anda a enrolar para chegar ao minuto 40. Mas basta, não quero fazer uma comparação entre as duas séries, mas apenas dar boas vindas a “Psych” e com isso dizer que gosto mais dele do que “The Mentalist”.

A temporada anterior fechou sobre muita tensão depois de Shawn e Gus (Dulé Hill) terem sido raptados por Yin, e Lassie descobriu que Juliet (Maggie Lawson) namorava Shawn e mostrou-se embaralhado. Acredito que passou bastante tempo entre aquela situação e o início do episódio, considerando que Shawn ficou mais gordo, ou seja, Lassiter deu tempo a Juliet para ela lhe contar sobre o seu relacionamento, o que não aconteceu. Então, armou-lhe uma peça para a interrogar no polígrafo, mas ela fugiu, depois quem acabou no polígrafo foi Shawn, e foi engraçado ver a reacção dos presentes a inclinarem-se para ver o gráfico quando ele falou que amava a Juliet, foi o momento mais romântico da série. Eu acredito que Shawn ame a Juliet, mas duvido da forma das suas declarações. Da primeira vez que ele se declarou, tinha microfone e falou com Gus, não acredito que ele não estava a mandar um recado sabendo que seria ouvido, desta vez, logo depois mentiu ao polígrafo, embora da primeira vez se tivesse mostrado mais intempestivo e procurasse levar a conversa para a sua área de segurança e da segunda, ao responder se era psíquico, tivesse feito um exercício “zen” antes.

O polígrafo foi uma peça de destaque neste episódio, pelo que achei que o título que lhe foi dado “Shawn Rescues Darth Vader” foi apenas um golpe de marketing sendo que foi apenas uma desculpa para o desenrolar do episódio. Para mim, menos interessante neste episódio foi mesmo a busca pelo assassino, alguma parte do processo foi muito engraçado, por exemplo Shawn a abusar da “imunidade diplomática” cometendo um grande crime: atirar lixo para o chão; ou usar o cartão de um restaurante (ou sei lá o quê) qualquer para requisitar um carro para usar numa perseguição. O resto, a confusão com o assassino, deter um inocente, etc., etc., é algo que já vimos vezes e vezes, tanto noutras séries como no próprio “Psych”, aliás, não fosse assim não era “Psych”. A interacção com o embaixador Fanshaw (Malcolm McDowell) foi também muito divertido (inclusive a cena pós-crédito).

Eu perco-me nas tantas referências de “Psych”, não consigo acompanhar todas a evocações que ele faz, as referências da cultura clássica ainda entendo, porque só mais recentemente tenho começado a desenvolver a minha cultura pop com a mesma atenção que a clássica, por isso fico à nora várias vezes.

Shawn (segurando no boneco de Darth Vader, lembrando o momento clássico em que este se revela a Luke): Não sou a tua mãe.

Gus: Ele não disse isso.

Não posso listar todos os momentos divertidos, por isso só vou dizer que “Psych” voltou em bom estilo, e talvez seja da nostalgia, talvez seja da qualidade da série, se não fosse o título enganador e os momentos clichés, eu dava a pontuação máxima ao episódio.