Mostrar mensagens com a etiqueta Controlo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Controlo. Mostrar todas as mensagens

11 de julho de 2011

MODDY'S PONTUOU PORTUGAL OU O GOVERNO PORTUGUÊS?

No dia seis de Julho, a Moody's, uma agência de rating, e mais outras duas, baixaram o nível da confiança económica de Portugal; entretanto, a classificação da Moody's doeu mais, por ter considerado Portugal lixo.

Eu não sabia o que era rating até esse dia (aliás, ainda não sei), mas qualquer um que viva em Portugal sabe que isto está mal pros cornos, e sabe das medidas de austeridade, da troika, do recurso ao FMI, da questão dos bancos, do elevado índice do desemprego e de mais problemas. E eu sei lá se a classificação da Moody's é imparcial ou é feita para beneficiar terceiros, os EUA (pois,  o problema de algumas zonas euros afecta de modo geral a UE, e leva a descategorização da moeda), porém Moody's à parte, há um sério problema na gestão do país, e, definitivamente, não é uma questão de orgulho nacional como o transformaram, mas uma questão do orgulho dos gestores, que para tapar a vergonha da sua ineficácia estão a meter o povo ao barulho.

No dia sete, para dar a notícia ao povo português, José Rodrigues dos Santos, que há muito tempo eu não via no noticiário (também há muito tempo que não vejo televisão, prefiro ler as notícias a vê-las, principalmente se são algozes), abriu assim, todo indignado (ou representando indignação):

 

Que eu saiba os jornalistas devem ser imparciais quando dão notícias, mas ele aqui não foi e a intenção é bem visível: passar a indignação e a vergonha dos governantes ao povo português. Como bitola usaram a Grécia, chamando à gestão grega de má, e portanto dando razão à Moody's na classificação que fez à Grécia, mas reclamando-se feridos por terem sido postos no mesmo cesto. Eu falo deles em plural, porque, embora saiba que essa classificação vai afectar todo Portugal, a sua razão foram os governantes.

E é lamentável como o povo, aquele que paga sempre as favas, continua a ser usado como o escudo dos governantes. O povo, convenhamos, não quer saber da classificação da Moody's, o povo quer saber é da resposta imediata dos seus patrões e do governo, mas esse problema não podia deixá-lo de fora, por isso qual é a melhor maneira de o fazer que usar a televisão?

Este noticiário do dia sete é só mais uma confirmação de que a televisão não é isenta de interesses políticos e é usada para a manipulação pública. Conseguiram pôr o povo indignado? Mas claro que sim, a maioria, como eu, não sabe como os ratings são feitos, não sabe se houve ali ou não justiça, só sabe o que ouviu: Portugal pagou uma coisa de nove milhões de euros para ser chamado de lixo, e isso já é o motivo mais que suficiente para manifestar. Até houve um hacker português que resolveu atacar o site da Moody's para mostrar a sua indignação. De qualquer maneira, será que por ter pago 9.000.000 € Portugal devia ser chamado de "bom", isso não seria comprar a classificação?  

José Eduardo dos Santos, por ser quem é, parece que voltou ao noticiário da RTP apenas para influir no povo e arrastá-lo para a guerra dos seus patrões. E o resultado: para hoje está marcado uma manifestação contra a Moody's no Terreiro de Paços, lê aqui.

Não estou a dizer que não se deve marchar contra a Moody's, mas sim deve-se marchar antes contra as verdadeiras causas dessa classificação a inépcia dos governantes, e não se deixar ser levado por qualquer vento que sobre contra o aparente orgulho nacional. Ser tão orgulhoso até mesmo para aceitar que existem problemas quando existem é nada mais do que estupidez. 

29 de junho de 2011

A URBANIDADE E O INDIVIDUALISMO


Este texto foi um trabalho sobre a mudança da sociedade rural para urbana para uma cadeira de sociologia; para tornar-se postável, tive de fazer bastantes cortes, reduzindo as suas páginas em uma e meia apenas, tentando manter apenas o essencial. Espero que tenha ficado digestível.


Francis Fukuyama, no seu livro A Grande Ruptura, disse que houve três grandes reviravoltas na história do homem: a primeira quando deixou de ser caçador para se tornar agricultor, a segunda com a revolução industrial, na terceira estamos nós a viver, a era da informação.

Aquando da primeira ruptura, os homens deixaram de ser nómadas e passaram a organizar-se em grupos, criando cidades, apropriando-se do espaço e criando hierarquias; os excedentes da cultura foram um dos principais motivos da criação do mercado, e não tardou muito que se passasse ao esclavagismo e ao feudalismo (embora ainda não fosse assim denominando).

Com a revolução industrial, aconteceu a explosão do êxodo rural, resultado dos sistemas de transportes mais rápidos (comboios, vapores, automóveis, etc.), as pessoas encheram as cidades que se rebentaram pelas costuras, começando a expandir-se para os subúrbios; imensas cidades dormitórios começaram a ser criadas, visto que as indústrias encontravam-se todas nas cidades principais. Há já mais de um século que esse fenómeno começou e não está ainda refreado, acontecendo, porém, desta vez, um outro movimento contrário, definido pela ecologia humana na teoria das estruturas urbanas de Robert E. Park e Ernest Burgess, a deslocação dos ricos do centro da cidade para novas zonas suburbanas.

Estamos na era de informação e o sector terciário – a prestação de serviços – domina os outros sectores (a secundária – industrial – e a primária – agrícola); e o sector terciário funciona mais nas cidades desenvolvidas. E tal como em Lisboa pode tirar-se maiores dividendos que em Barreiro (cujo crescimento resultou do sector secundário, hoje desmantelado), assim também em Madrid se tira maiores dividendos do que em Lisboa, por pertencer a um país mais forte economicamente e com maior poder de compra. Nesse sentido, percebe-se que as empresas criem mais agências – o que se traduz por postos de emprego – nas cidades mais movimentadas e não nos subúrbios ou no interior, considerando que as oportunidades concentram-se mais nas grandes cidades.

E é nesse sentido que Lisboa e Porto tornaram-se alvos de migração, as cidades do interior esvaziando-se para os encher. E disso nasce a questão das rendas, condicionada pela lei da procura e da oferta, elas tornam-se cada vez mais caras, visto que os lugares, com a construção de infra-estruturas e proximidade de transportes públicos e centros de emprego ficam mais valorizados, levando também a outro fenómeno: a especulação fundiária, mas que não se vai falar aqui.

Com as rendas altas na grande Lisboa, e com as deslocações dos ricos do centro, o sentido da migração começa a ser para os subúrbios, Amadora, Loures, entre outros, provocando o cerzimento desses bairros dormitórios através de novas construções, e resultando na criação de novos concelhos. Essa conurbação urbana, facilitada mais pelas linhas de comboio e, posteriormente, de metro, e uma ineficaz descentralização da importância de Lisboa, na medida em que os centros de emprego concentram-se mais ali, provoca o grande fluxo de deslocação pendular: de manhã, milhares de pessoas deslocando-se para o centro urbano, à tarde movimentando-se no sentido contrário, fluxo tal que as infra-estruturas rodoviárias não aguentam, e que é visível nas longas filas de trânsito.

Ao stress das filas de trânsito e do movimento contínuo da sociedade urbana, onde descansar é sinónimo de preguiça, vivendo toda a sociedade acelerada e com uma pressa exagerada, acrescenta-se o vender de um sonho padronizado como garantia da felicidade, diante do qual não se queda indiferente.

Fukuyama refere-se à questão da publicidade, que segundo ele, a partir dos jogos olímpicos de Atlanta, em 1996, ganhou uma outra face, começando a ser mais agressivo, eliminando limites e oferecendo o mesmo a toda a gente. Sabe-se da impossibilidade das pessoas viverem todos como lordes, por causa dos sistemas gestores das sociedades, entretanto, todos os dias a televisão, os outdoors, o cinema, a rádio passam esta ideia: este ALGUÉM podia ser tu. Desta maneira, todos estão a tentar ser alguém, e as coisas são de tal forma que ser alguém não significa ter uma família ou uma comunidade em que se apoia e que se apoia, mas simplesmente ter dinheiro: carro na garagem, casa com piscina e uma bela mulher – resumindo o sonho americano que agora nos é vendido pela média. Assim cria-se a alienação nas comunidades ou a inexistência destas, da qual resulta uma sociedade com suas regras mas com seus membros que não são mais nada do que fantasmas ou números de estatísticas. Não obstante se publicite a imagem da família, não se pensa realmente na família, mas sim como se pode explorar esse aglomerado que antes realmente era família.

No terceiro episódio da série de documentários Portugal – Um Retrato Social, subtitulado Mudar de Vida - O Fim da Sociedade Rural, uma senhora entrevistada diz que acorda os filhos às 6.30 da manhã para levá-los à escola e que volta à casa apenas às 8.00 da noite. Entrentanto, considerando a hora do jantar, e a hora da televisão, em que praticamente todo o mundo está calado, as únicas horas de conversa e interacção com as crianças acaba por ser reduzidas a uma, imaginando que elas vão para a cama às dez ou às onze. Ela ainda diz que o mais novo sempre lhe quer o colo, pelo que ela tem que ir deitar-se a uma ou às duas da manhã porque tem de adiar os afazeres para satisfazê-lo emocionalmente. E ao mais velho das crianças o que acontece em termos afectivos?

Portugal, Um Retrato Social, 3º Episódio

Há famílias em que essa relação é ainda pior. Há casais que não se vêm senão aos domingos, ou quando a folga dos dois coincidem, porque quando um deles chega a casa o outro já está a dormir. E ainda se admira que a taxa de natalidade e de casamentos tenha baixado e que o número de divórcios tenha aumentado. A família é o núcleo da sociedade, defende-se, entretanto, vemos como ela é explorada pela mesma sociedade que faz dela o núcleo. 


A era da informação criou e acentuou o consumismo, e as publicidades são orientadas principalmente para as famílias. As horas nobres, em que os membros todos supostamente estão reunidos, são as melhores para a publicidade, e as publicidades nesse período são também mais caras, e é orientada a todos, desde os avós até aos bebés. Cada dia é inventado um novo dia, para não citar outros: o dia de pai, o dia de mãe, de namorados, o Natal, a Páscoa, e, fenómeno recente, importado dos EUA, o halloween.

Acompanhadas pela ideia: Esse ALGUÉM podia ser tu!, as pessoas deixam-se levar pelo consumismo, pois não querem ser zé-ninguéns, e vivem a um ritmo que desgasta os laços familiares e anula os laços da vizinhança, centrando-se apenas no posse. 

Essa alienação incentiva o egocentrismo e a busca desenfreada pela satisfação material, de tal modo que comparando a forma de vida da cidade com a do campo, pode dizer-se: as pessoas aqui não vivem, simplesmente gastam… e desgastam-se. 

12 de junho de 2011

SE EU NÃO EXISTISSE... (poema)

E SE EU NÃO EXISTISSE...

E se eu não existisse
mas sempre actuasse
nos palcos e socalcos 

desta vida incerta,
e marcas imprimisse 

em quem me aceitasse,
em charcos não parcos 

o punha na certa…

E se eu não existisse 

e apenas vivesse,
urdindo e fruindo 

de sonhos bem tinto
de quem me seguisse 

e me recebesse
benvindo e luzindo 

de modo distinto…

E se eu não existisse e ninguém me visse
mas gentes contentes cantassem-me hinos…
e se eu não existisse, mas mentes ferisse.
eu crentes ardentes tinha e até assassinos…

E se eu não existisse, mas obtivesse posse
das armas que as almas no dentro transportam,
das crenças e crendices, de qualquer fé que fosse,
das karmas e dharmas que em tít’res as tornam…

E se eu não existisse... e o desejo me aguce
p'ras rédeas sem lérias tomar deste mundo,
mentiras, sem crise, que o vero encarapuce,
com sérias ideias espalhava facundo.




Parte da letra de DEUSdaRIMA - o rapper metido a poeta ou o poeta metido a rapper.


..................................................................................................................................
Nota de rodapé:

Quando comecei a cantar hip-hop, como todo o mundo, arranjei para mim um pseudónimo, mudei umas tantas vezes, até escolher XS O GURU. E quando, numa conversa, um amigo referiu-se às estruturas rímicas das minhas letras em contraposição às de muitos rappers que se apelidavam "Reis da Rima", dizendo que nesse sentido eu seria "deus da rima", adoptei, com toda a arrogância inerente ao título, o nome deus da rima, que grafo DEUSdaRIMA. 

10 de junho de 2011

KADHAFI, O VIOLADOR DE MULHERES

ANTERIORMENTE, em EUA vs KADHAFI:

A 26 de Março, Iman al-Obeidi acusou a tropa de Kadhafi de terem-na violado, nessa altura noticiou-se que ela tinha sido conduzida pelos seguranças alegadamente para o hospital, porque desconfiava-se que Kadhafi iria mandar silenciá-la, e provavelmente era para o seu silêncio que a levaram. Porém, afinal tinha sido detida durante uns dias e libertada sob a ordem de não abandonar o país (só estou a repetir a média). 

A 2 de Maio, os netos, filhos de Kadhafi e civis libaneses foram bombardeados pela NATO.

A 5 de Maio, Iman al-Obeidi tinha conseguido fugir da Líbia e do regime de Kadhafi (temos de falar dela para mostrar que há coisas piores que a morte dos filhos de Kadhafi e que esses provavelmente mereciam morrer pelos pecados do pai; mas ninguém ouviu, o Bin Laden mandava na média).

Ainda em Maio (segundo a Lusa), Donatella Rovera, representante da Amnistia Internacional em Benghazi, disse ter feito invetigações e reunido provas contra Kadhafi que fariam dele um criminoso de guerra, dizendo pérolas como estas:
  1. As tropas de Kadhafi estão a usar armas de forma indiscriminada, como os mísseis russos Grad (de longo alcance) e projécteis de artilharia e morteiros, que têm uma grande margem de erro. 
  2. Nas últimas duas semanas e de forma cada vez mais intensa, os ataques estão dirigidos especialmente ao porto de Misrata, além de continuarem os bombardeamentos indiscriminados que estão a matar e ferir civis.
Ainda em Maio, dois soldados da força de Kadhafi que foram presos revelaram a Andrew Harding, um jornalista da BBC,  que aquele os mandava, através dos respectivos comandantes a violarem as mulheres, a troco de 10 dinares, qualquer coisa como 6 euros, e um deles ainda afirma que não queria e que foi a primeira vez que teve sexo. Ainda Andrew disse que: alguns rebeldes estão a oferecer-se para casar com as as vítimas para "livrar a família da vergonha".


AGORA, em EUA vs Khadafi:

Junho, eis algumas notícias que podem ser encontradas no site da RTP:
  1. Os investigadores têm provas de que o líder líbio Muammar Kadhafi ordenou violações em massa e distribuiu estimulantes sexuais [como o viagra] aos soldados, revelou hoje o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI). 
  2. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje "intensificar a pressão" contra o líder líbio Muammar Kadhafi até que ele abandone o poder.
  3. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou quarta-feira a Abu Dhabi para participar hoje numa reunião internacional sobre a Líbia, que deverá preparar a situação do país pós-Kadhafi, indicou um responsável norte-americano.


REVIEW DA SÉRIE

Os argumentistas ou estão a brincar com a nossa inteligência ou então consideram-nos de antemão estúpidos. Se já puseram as cartas todas na mesa, mostrando com claridade a sua intenção, por que raio ainda se metem em enrolações quando nós já sabemos mais ou menos como vai ser o desfecho de EUA vs Kadhafi?

Não pretendo que não tenham ocorrido violações, nem estou a defender a impunidade dos violadores, o que não compreendo é o furor ocidental de defender a honra das mulheres, principalmente os americanos, quando os EUA tem um dos maiores índices de crime sexual. 

Um bocado recentemente foi Julian Assange a quem pescaram com esse isco, e mais recente ainda foi o Bin Laden que usou a esposa com escudo humano, agora é o Kadhafi que manda violar as mulheres. Pelo que sei de Kadhafi ele é, digamos assim, doido, mas duvido que seja desse tipo de doidice (mas eu sei lá), no entanto isso não justifica a invasão. 

No post que escrevi sobre a morte de Bin Laden, referi que haveria de acontecer alguma ligação entre ele e o Kadhafi, de maneira a que os americanos encontrassem uma desculpa para a Invasão à Líbia (parte 2 daquele filme de Chuck Norris), mas enganei-me não foi preciso relacionarem as duas coisas. Se no Iraque entraram por causa das armas de destruição massiva, na Líbia vão entrar pelas armas de violação massiva.

Há um par de anos apareceu notícia sobre soldados da ONU que abusaram sexualmente de crianças na África e América do Sul, mas: ah, que é isso?, são apenas danos colaterais!; ninguém culpou a organização, só houve uma desculpa formal. Soldados americanos violaram iraquianas, ninguém se lembrou de culpar a Bush. E ainda os soldados do Vaticano são constantemente acusados de abuso sexual e os EUA não reagem e o máximo que acontece é, novamente, uma desculpa formal por parte do Vaticano.

Kadhafi vai ser um criminoso de guerra também porque os seus soldados mataram civis líbios numa guerra civil, mas a NATO vai ser glorificado porque os civis líbios que matou foram apenas danos colaterais. 

As pessoas violadas merecem justiça? Sim, merecem. Mas quem deve aplicá-la, os EUA? Pelo amor de Deus. 

Epá, apenas invadam lá a Líbia, antes que dêem à China o petróleo, e não arranjem desculpas ridículas.

2 de maio de 2011

BIN LADEN NA ÁREA - A Morte do Prevaricador

Todos os jornais estão a noticiar a morte do Bin Laden, herói extremista e ídolo inconfesso de muitos ganzados pseudo-revolucionários neo-cheguevaristas anti-americanos.

Pode ser que Bin Laden esteja morto, mas duvido que tenha sido ontem que o mataram, aliás acredito mais na versão do American Dad de que ele está a trabalhar nos Estados Unidos. E, por isso mesmo, nem vou referir ao recém-proclamado dia do orgulho mundial pela "morte" dele, comentado com tanta jactância que mete inveja ao próprio Satã pela popularidade perdida (acho que vamos ter a partir de hoje dois feriados mundiais seguidos).

E é também por isso que nem irei falar dessa ridícula história do corpo deitado ao mar, por nenhum país muçulmano o querer, principalmente, quando ainda no ano passado diziam que ele era protegido pelos iemenitas e até tinha casado uma mulher iemenita. E nem referir ao facto de os americanos, por serem os maiores cavaleiros e protegedores das mulheres do mundo, terem um motivo para odiar que Bin Laden tenha usado a sua como escudo humano, uma razão por que devia ser mesmo morto. 


Quem prestar um bocadinho de atenção vai lembrar-se de que ontem foi noticiado a morte do filho e netos de Kadhafi, bombardeados pela NATO, e como todos sabem, esse ditador é um super-anti-américa-imperialismo, e, por ser lixado da cabeça, todos temem uma retaliação dele pela morte dos filhos contra o Ocidente e a sua coligação. 

Então o que fazem os americanos? (atenção: spoilers!) Mais uma armação: 
  • primeiro, vamos desviar a atenção sobre a morte dos entes de Kadhafi, mandá-la para as páginas secundárias; 
  • segundo, vamos pôr todo o mundo a falar de Bin Laden, que por nos ter magoado a nós, fizemos com que todos eles o odiassem, e embora façamos aos outros pior do que ele (se é que foi ele) nos fez, somos considerado heróis;
  • terceiro, vamos criar um enredo que ligue Kadhafi a Bin Laden, tecer as duas tramas numa apenas, promover alguns ataques suicidas pela Europa fora, de maneira a podermos culpar Kadhafi de coligação com os terroristas (o que sempre temos vindo a fazer), e assim com a benção (ou mesmo sem ela) do mundo, invadirmos e depormos Kadhafi, e conquistarmos a Líbia. Bem, se funcionou com Saddam, se temos depostos pelo mundo inteiro presidentes que não gostamos, por que não vai funcionar agora?
a horrível foto do corpo de Osama Bin Laden
Estou agora à espera de dois filmes e best-sellers: A MORTE DE BIN LADEN ou OBAMA E A LIMPEZA DA CAGADA DE BUSH, e outro dos grandes adeptos de teoria de conspiração, que vão mostrar como um homem pode representar uma ideologia e ser culpado pelos pecados da humanidade.

Bin Laden é para os americanos o equivalente do Hitler para os judeus, podem fazer ao mundo e aos palestinos o mal que quiserem, mas basta dizerem esses dois nomes aos revoltosos para toda a gente baixar a bola por comiseração e empatia.

Uma amiga falou-me da baixa do preço de petróleos relacionada com a morte de Bin Laden e... deus!, sem comentários.

Eu sempre me pergunto: há alguém que ainda se deixe enganar pelos americanos?

31 de março de 2011

ZEITGUEIST O FUTURO É AGORA, 2011 (Zeitgeitst, Moving Forward)

Zeitgeist!, termo vindo dos filósofos alemães significando o Espírito do Tempo, é também o título da trilogia de documentários realizados por Peter Joseph, com a intenção ou pretensão de mostrar o espírito do nosso tempo. 

O primeiro, Zeitgeist The Movie, começa por identificar a religião cristã (subentendendo as demais) com uma máquina política, baseada em mentira, servindo para lavar o cérebro das pessoas deixando-as em banho-maria de maneira a facilitar a manipulação. Depois, passa para o ponto de viragem de todas as politiquices do Séc. XXI, a queda das torres gémeas (por que raio isso me faz pensar em Tolkien?), e culpa a Presidência dos Estados Unidos desse ataque. E a seguir lança luz sobre como os poderosos titereiros querem controlar o mundo, usando a economia para isso e os bancos para o fazer.  Escrevi sobre isso aqui.

O segundo, Zeitgeist Addendum, continua o tema e entra pelo sistema bancário, que não sei dizer se é o trono do capitalismo ou o seu pilar fundamental, e desmascara práticas que nos acorrentam enquanto passam a ideia de nos estar a libertar. Referi-me ligeiramente a ele aqui.

Neste terceiro, Zeitgeist Moving Forward, traduzido para português por O Futuro e Agora, o realizador, militante e movimentista, Peter Joseph, continua a ideia que tinha pegado nos filmes anteriores, mostrar a degeneração do sistema capitalista e dos seus filhos e afilhados: o hedonismo, o egoísmo, a hipocrisia, a busca desenfreada pelo poder (leia-se também dinheiro), e do qual se destaca o consumismo.  No entanto,  considerando a temática dos dois primeiros filmes e a acidez do ataque este aqui parece mais calmo, e para os mais desantentos e para os aficionados de teoria de conspiração, que buscam nele algum enredo a Hollywood, é morno e desencorajador. No entanto, este terceiro, não tão chocante (dependendo da definição de choque) como os dois primeiros, é porém melhor e com um tema mais necessário, na medida em que se foca na Ética.



O documentário está dividido em três partes e meia (ou quatro, conforme eles).

A primeira parte trata da educação e das suas consequências. Costumamos ouvir que o mundo é mau e que somos propensos a violência, mas, na verdade, a nossa educação, ou a falta dela, é que nos induz à violência. Não há determinismo genético para isso, nem nada que pareça, pais violentos geram filhos calmos, pais calmos geram filhos violentos, aliás o próprio Deus não gerou o Diabo? Refere a muitas comunidades que devido à forma como educam, a violência e o crime são mínimos no seu seio.

A segunda parte volta-se, como no segundo filme, para o sistema monetário, mas não fica apenas pelos bancos, analisa todo o subsistema da máquina de gerar dinheiro, que promove o desequilíbrio social e o deficit da educação resultando no mundo complicado e caótico que temos. Fala do consumismo e da maneira como o incentivam em detrimento da estabilidade ecológica, por exemplo a obsolência programada, que consiste em fazer produtos com uma data de vida limitada (e cada vez mais curta), de maneira a que o consumidor possa comprar sempre novos e descarte esses. Ou do sistema de saúde que se enriquece com a quantidade das pessoas doentes, ou ainda do sistema prisional que usa o número de presos com produtos para jogar na bolsa de valores.

A terceira parte, tal como no segundo filme, é uma propaganda ao Projecto Vénus, que os autores acham ser o plano ideal para a substituição do novo sistema. Ecologicamente é o melhor sistema que já vi, baseado em modelos como a Cidade-Jardim de Howard, Unidades de Vizinhança, de Perry, e recomendações da Carta do Novo Urbanismo, é um modelo potencialmente funcional; mas isso em termos urbanos de contexto físico. Em termos políticos... bem, eu sou um idealista, e acredito numa utopia, não sei se é este projecto, não sei se um próximo, mas em alternativa a este sistema que temos não tenho receio em experimentar o Vénus. Entretanto, já fui ensinado pelos porcos de Orwell, acaba sempre por haver alguns animais mais iguais que os demais; razão porque o único "ismo" em que acredito é o humanismo. Mas de qualquer forma, apostaria num sistema Vénus, se fosse mesmo íntegro como o vendem.

A quarta parte volta outra vez ao sistema económico, misturando já os assuntos falados na três primeiras partes mostrando a possível cura ou uma alternativa medicinal para os problemas sociais.



Zeitgeist é uma trilogia que merece e deve ser vista. Tem muitas coisas com que não concordo e que me causam dúvidas (e evito formular opinião), entretanto deixando os detalhes e concentrando-me no quadro geral, Zeitgeist, a trilogia, é obrigatória.

Agora, Zeitgeist como movimento não sei; por que não entendo o sentido de entrar para as suas fileiras ou proclamar-se seguidor do movimento enquanto cá fora, na vida real, continua-se a agir de acordo com egocentrismo capitalista da busca desenfreada pela vanidade. Não vale a hipocrisia. Eu sei que qualquer sistema derruba-se mais facilmente por dentro, mas estou farto de saber de infiltrados que acabam corrompidos.

No entanto, na falta de uma alternativa, "rezo" para que o Projecto Vénus tenha sucesso, embora saiba que quando começar a ser implementado vai ser loteado de ricos e excêntricos que tiverem dinheiro para comprar uma parcela de solo, e as crianças africanas a morrer de fome, tão usadas por eles como propaganda negativa para o sistema actual, vão continuar a morrer.

24 de dezembro de 2010

NATAL - LAVAGEM CEREBRAL

Nenhuma sociedade sobrevive sem regras, ou melhor, se a própria natureza é toda ela regrada, ou, se o próprio caos (acreditando no livro de James Gleick) tem as suas regras, não pode a humanidade, mais ínfima do que os dois últimos citado, viver sem as suas regras. 

A ausência de regras, que seria chamado de anarquismo (algo em que não acredito, pelo menos como conceito), não é possível para nós, e pertence ainda (para mim) àquela área por explicar onde entra "por que nascem as estrelas? (tanto as astronómica, como as astrhollywódicas)... estou a tergiversar.

Eu não sou contra as regras, pelo menos aquelas normativas sem as quais a sociedade colapsaria, no entanto as outras, disfarçadas de tradição, que não têm nenhum objectivo prático para as pessoas, senão transformá-las em marionetes causam-me sempre problemas. E uma destas regras chama-se Natal.

Há quem vai dizer que Natal não é uma regra, mas uma celebração religiosa e blá-bla-blá e acompanhar tudo com frases de cartões e tiradas sentimentais, envolvendo famílias, crenças e isso. Eu já fui desse tipo, cresci numa família católica e era muito religioso quando criança (o meu sonho era ser padre). Até os meu 13 gostei de Natal, depois deixou de fazer sentido religioso, quando comecei a entrar em contacto com outras crenças cristãs, como as Testemunhas de Jeová e os Adventistas e analisar o que me diziam, em vez de apenas ouvi-los educadamente. Natal não tem sentido religioso, porque cristammente é uma farsa. E Natal não tem sentido algum, porque historicamente é outra farsa. Sendo então Natal uma farsa, só resta uma alternativa para continuar a ser celebrada: é uma regra. Uma regra sustentada por motivos comerciais. Se no passado quem ganhava era a Igreja, sendo que os crentes acreditavam que a Virgem Maria estaria mais aberta nessa época (não o levem pelo lado ordinário) e seria mais facilmente subornada por presentes para interpor junto a Deus um favor especial ao presenteador, hoje quem ganha são as empresas.

Eu podia gostar de Natal, porque de uma certa maneira deixa as pessoas mais abertas a sugestões sentimentais, o espírito natalício, fazendo-os por momentos acreditar que são capazes de mudar o mundo ou que devem ajudar os mais necessitados, mas não gosto, o espírito natalício é instantâneo e deprimente para aqueles que precisam de ser ajudados. O Natal provavelmente deve ser a altura em que os pobres mais odeiam os ricos, ou mais gostariam de ser ricos, e por essa razão mais embarcam no sentimento de que é normal lixar os outros se o objectivo é atingir a meta moderna: ser rico e poderoso. O Natal é a época onde os meus sobrinhos, de 3 e 5 anos, começaram a sofrer lavagens cerebrais lá na creche que frequentam aprendendo a idolatrar o Natal e a seguir a manada. 

Eu podia gostar de Natal se não fosse uma regra, uma regra que me dissesse que hoje tenho de dar presentes alguém e que sou má pessoa se não o fizer. E eu não gosto de dar presentes por obrigação, mas porque o quero fazer.

O Natal é a época em que, como disse uma amiga, casais que dormem em quarto separados se juntam hipocritamente para fingir que está tudo em ordem. Natal é a época é que durante 23 horas e meia, a pessoa entra em stress constante para no fim do dia, já sem forças, partilhar presentes ao lado de uma árvore (e olhem que isso é um privilégio da classe média) e no dia seguinte levantar-se com mau humor a pensar que vem aí o Ano Novo e que vai ter que pagar aos bancos. Não quero generalizar, pois há quem acredite no Natal e passa o Natal sem essas crises.

O Natal é a minha família estar a chamar-me para ir comprar alguns artigos porque vamos juntar-nos esta noite e fizeram monte de comida que vão deitar fora amanhã porque vai sobrar, razão porque tenho de acabar aqui o post, sem poder afiná-lo.

3 de dezembro de 2010

REVOLUÇÃO ANTI-BANCO

A ideia é simples: levanta todo o teu dinheiro e o teu banco afunda. Se os bancos afundarem vão-nos mandar a todos para o desemprego? Quero ver isso.

A crise económica que hoje vivemos, dizem, acontece por causa dos bancos. E o que fazem os governos poderosos?, injectam mais dinheiro nos bancos para os fazerem levantar de novo, porque são eles que verdadeiramente sustêm a economia, ou o sistema económico.

Antes que comece a dizer asneiras, suponho que devo parar de falar agora, ainda mais que me sinto preguiçoso hoje e com raciocínio lento.

Bem, eis aqui um vídeo de um ex-futebolista, Eric Cantona, onde ele faz um sugestão bastante simples para accionar uma revolução. Pode ser que ele apenas tenha feito uma declaração inócua, pórem foi levado a sério e grupos organizaram-se à volta disso, e marcaram um dia para accionar a revolução: dia 7 de Dezembro.



É claro que há sempre falhas em qualquer argumento e senãos em qualquer iniciativa ou actividade, mas eu proponho que entremos na "revolução" e vamos todos sacar o nosso dinheiro ao banco. É claro que tal não vai ser possível, porque:

1. Os bancos (em Portugal) só permitem, pelo menos via multibanco, que se levante 700 € por dia.

2. Quando se pretende levantar uma quantia exagerada (entenda-se, correspondente a mais ou menos uns três salários médios), ou seja aquela a que menos da metade da população tem acesso, tem que avisar com antecedência, para eles mobilizarem o dinheiro.

3. Os bancos na verdade não têm dinheiro, têm mais títulos electrónicos. A maior parte das compras acontece por cartões de multibanco, cartões de crédito, às vezes até por cheques, os salários são pagos por títulos electrónicos e não por dinheiro vivo, de maneira que os bancos não conseguirão pagar-te se fores sacar o dinheiro. (alguém viu Zeitgeist 2?)

Apesar disso, proponho que vamos ao banco no dia 7 de Dezembro, limpar a nossa conta, deixem lá ficar 1 € ou coisa parecida, para o caso do banco sobreviver. Isto seria pior (ou melhor) que  uma greve geral, pois os bancos com medo, teria de baixar as taxas, os spreads e não sei que mais, porque verão que a população pode controlá-los a eles ao invés do que tem acontecido.

E mesmo que não consigas levantar sempre poderás preencher o livro de reclamação.

Entrem no jogo.

2 de junho de 2010

VENDETTA

Sempre faço tenção de repetir que não sou insensível. E posso até dizer que sou um tipo xyx, embora “x” não signifique necessariamente sensibilidade, pois conheço mulheres que fariam Hitler dar à retaguarda. E para provar que não sou insensível, apresento aqui este vídeo.





Não acham que isso é de indignar? Não acham que o touro devia dar mais chifradas no desgraçado para se vingar?

Eu não amo os animais ao ponto de os não comer, aliás nem sequer sei se os amo, quando criança era bom em operar bichos: sapos e lagartixas, e sem anestesia, deixem-me salientar, e nem sei dizer se naquela altura estava a formar-me para um futuro psicopata ou se queria ser médico. Mas isso era ontem, hoje não entendo que uma multidão vá encher um estádio, sem contar com a cobertura televisiva, para aplaudir um sádico a espetar um bicho. E por isso mesmo penso que se liberarem de novo o circo romano na televisão seria o programa mais visto de sempre.

Não são apenas os toureiros os cruéis, é principalmente a massa que consome este tipo de espectáculo, o toureiro, se calhar está divido entre ganhar dinheiro ou matar uns animais, tal como um carniceiro, mas como a ética não é tão apurada ao ponto de incluir os animais não pensantes logo praticamente deixa de haver dilema.

Para dizer a verdade causa muita impressão o vídeo, aliás vi a notícia primeiro num jornal e tive de voltar a cara ao ver a foto pela primeira vez (isto é para provar que não sou insensível), senti pena do desgraçado, mas quando li a causa do acidente fiquei dividido entre pena e rejubilo. Só lamentei que o touro não tivesse subido a bancada para marrar naquela multidão.

E já, para fechar este post, faço um apelo aos kamikazes de qualquer facção, política ou religiosa, desde a ETA aos Talibãs: por favor, meus estúpidos e odientos senhores suicidas, quando quiserem arrebentar, evitem os templos de consumos, evitem os templos de sabedoria (ou formatação), evitem parques infantis, na verdade, evitem explodir… mas se não puderem evitar… vão explodir para as touradas.

FUTEBOLITE: NÃO SERÁ DOENÇA?

Numa crónica de João Malheiro, Hora Bolas, públicada no Destak de 24 de Maio, ele escrevia todo indignado sobre jornalistas mais novos que não conhecem jogadores que participaram na história futebolística, sem ter em conta que esses, por serem como os chamou, novos, podiam não prestar atenção à Santana que, por acaso, morreu “há vintena de anos”. Acho que nem sequer se lembrou que na faculdade de jornalismo não se ensina a história de futebol e na faculdade história idem. Mas isto sou eu a fazer de advogado do diabo.

Provavelmente lá o senhor tem alguma razão ao dizer que os jornalistas de futebol deviam saber sobre a história de futebol, entretanto, quando ele assina a crónica com o título AMNÉSIA SOCIAL, torna-se irrisório, para não dizer preocupante.

Lá porque o espectáculo de futebol é todo ele coberto pela média significa que ele deva ser regalado para o plano essencial? Quer dizer, não saber de futebol é agora um mal social? Compreendo que a futebolite ataque a maior parte dos cérebros, inclusive de muitos supostamente ilustrados, podendo aqui dar exemplos de, pelos menos dois, professores universitários que faltam às aulas para ir ver benfica-sporting.

Não sei se a ignorância do futebol é positiva, visto que ele faz parte do nosso quotidiano, mas tenho a certeza que não conhecer os jogadores ou a sua história não é nenhum mal, e sei que não ser apanhado de futebolite é ainda menos mal, pelo que assim digo que o mal social não é a sua ignorância, mas ele próprio.

Ontem era pão e circo, hoje café e futebol. O país pode ir às urtigas, pode haver sombras de uma iminente guerra mundial, pode ninguém saber o que é a OPA, ou quem dirige o país, mas não saber quem anda o Cristiano Ronaldo a comer é uma afronta social.


Acho que o senhor Malheiro ficaria menos indignado se o jornalista lhe dissesse que o Big Brother foi escrito em 1984 por um apresentador de televisão.

11 de abril de 2010

ARMAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA

Há um par de dias li sobre o acordo entre a Rússia e os EUA sobre a redução de armas atómicas, não me lembro bem do foco, se iam reduzir o armamento a uma coisa de 1500 ogivas apenas, ou então se iriam descartar umas 1500 ogivas do armamento, por isso recomendo que procurem pela notícia para um melhor esclarecimento, pois para este post não importa quantas armas têm ou quantas vão deitar fora, mas o facto de as terem.

Praticamente a cada semana saltam notícias sobre o programa de enriquecimento de urânio desenvolvido pelo Irão, ou os centrais nucleares da Correia do Norte, com a comunidade internacional a condenar e a América a encabeçar o desfile. Que merda!

Por que carga d'água apenas América, Rússia e alguns bem apadrinhados mas que nunca se fala devem possuir armas nucleares?

A humanidade é estúpida, bélica e violenta. Não devia possuir um objecto tão perigoso quanto uma arma nuclear (malditos Rutherford, Einstein e outros tantos), entretanto, já que uns o têm, é legítimos que outros também o tenham.

O Irão, a Correia e a própria América não são assim tão loucos para atirar com uma arma daquelas sobre o vizinho, sabendo que este está bem armado quanto eles. Aliás, se Iraque tivesse uma arma nuclear seria invadida? Se Afeganistão tivesse seria também invadido? Por que não é o Irão invadido, por que ainda se está a negociar com ele?

Aliás, por que foi invadido o Iraque sob acusação de ter armas de destruição em massa, quando o próprio país invasor está abertamente a discutir na televisão a quantidade de armas iguais? O mundo não é justo, pois não é.

Se hoje é preciso lamber as botas ou armar-se até aos dentes para não ser invadido ou abusado, recomendo a cada um a usar o método que achar necessário.

Espero que o Irão nunca recue, nem a Correia do Norte, enquanto não se decidir pelo desarmamento universal, enquanto as maiores fábricas de armas se encontrarem nos EUA e na Rússia, armem-se os que puderem se armar, desde que seja contra a invasão vizinha e não para atirarem uns nos outros.

25 de janeiro de 2010

BIN LADEN NA ÁREA

Um Nigeriano quis desviar um avião... não conseguiu, ufa!, a segurança fez um bom trabalho. Resultado: vai-se implementar scans radiográficos e não sei de que tipo mais nos aeroportos e a moda vai ser exportada, tecnologia nova para vender. Depois de algum tempo vai passar para estações de comboios, portos e companhia, e vai-se fabricar para uso pessoal (suposição minha).

Alguns dias depois, fala o Bin Laden a dizer-se autor e orquestrador do atentado e a exigir paz na faixa de Gaza em troca de menos atentado. Não vos parece ridículo? É verdade, eu sou um grande admirador de teorias de conspiração, mas querem dizer que isto não é irrisório. Quer dizer, o logotipo de Bin Laden agora vai ser um avião a chocar com uma torre?













Obama está sob grande pressão, necessita de fazer cumprir as suas promessas e manter a boa imagem e necessita de salvaguardar os interesses dos impulsionadores da sua campanha. Era para tirar o pessoal do Iraque, mas mandaram mais para Afeganistão, era para acabar com o Guantanamo, mas prometeram mandar para lá os haitinianos que tentarem entrar por vias impróprias na América, era para fazer uma coisa qualquer que não me lembro de momento, mas agora estão com olhos no Iemén. E só espero que não o invadam porque desconfiaram que Bin Laden casou com uma iemenita.

A América precisa de medo para viver, precisa de choques e controvérsias para terem nas ruas activistas e mostrarem o quanto são defensores de direitos humanos e da liberdade de expressão.

Mais rápido eu acreditava que foi Michael Jackson a orquestrar o atentado nigeriano do que Bin Laden. Agora só falta ouvirem uma gravação do Bin Laden a dizer que foi ele quem fez a chacina no quartel texano mascarado de psicólogo.

13 de dezembro de 2008

O TRABALHO DIGNIFICA?

Ainda era eu de leite quando começaram a ensinar-me que o trabalho dignifica o homem. Cresci a ouvir sempre isso que passei a acreditar. Também que saída tinha?, todo o mundo acreditava!!! Todavia, não sei por quê, mas não me preocupava muito com o trabalho, eu ainda era puto e não um homem.


Entretanto, hoje digo que essa frase foi criada simplesmente para meter a todos na forca, adornando-lhes a garganta com uma corda, mas sem que ninguém reclame. Vamos ver o que é trabalho!

O trabalho não é o esforço físico, não, que simples era se fosse assim.

O trabalho siginifica estares a matar-te para enriquecer outra pessoa em troca de um salário - proletariado. O trabalho é aceitares a tua condição de escravo e ainda ficares grato. O trabalho é o grande inimigo da família. E a família, meus amigos, é hipocritamente considerado o núcleo fulcral da sociedade, o órgão que sustenta as sociedades e estabiliza-as. Por isso, não compreendo como é que governos que, nos seus planos e discursos, sobrevalorizam muito a família são a favor do trabalho. Contraditório.

O trabalho define-se por um hipotético mínimo de oito horas diárias longe da família (sem contar com o tempo de ida e de vinda), o que gera pais e filhos que se cruzam só aos fins de semanas, maridos e mulheres que vão para a cama juntos só nas férias e nos feriados, porque os horários são incompatíveis, porque têm que ir dormir as duas para acordar as seis; o que se traduz em:
  • filhos com pais presentes constantemente ausentes que manifestam a sua revolta atacando os professores, onde vêem a débil substituição paterna (agressão deslocada);
  • jovens cada vez mais mal educados (não culpabilizo aqui as escolas e intituições de ensino, que como todos sabem não educam, apenas instruem) e cada vez mais drogados e sem norte;
  • estabilidade social cada vez mais fictícia;
  • divórcios em alta escala (esposos que não se vêm acabam por criar maiores laços com colegas de trabalho, sendo aliciante a traição e a ruptura do lar);
  • criminalidade em alta por causa da disparidade de classes sociais.
Eu sei que os pontos que fiz podiam ser acreditados ao sistema económico e não ao trabalho, mas o sistema económico é que dita o modo de trabalho e de recompensa. Eis a dialéctica marxista: abolir a classe, pois essa constante substituição não ajuda: saiu-se da parelha senhor/escravo para feudal/servo da glebe para empresário/empregado, e o que é que mudou? NADA!!!!

Precisamos é de um novo primeiro de Maio, qual o que aconteceu em Chicago não me lembro em que ano, que nos reduziu a pena a estas fingidas 8h/dia, para termos mais horas com a nossa família.

Já perguntaram por que razão o horário escolar é praticamente 8 horas, como os nossos trabalhos? Porque o governo sabe que tem que ocupar os nossos filhos com alguma coisa para que possamos nos dedicar de cabeça fria enquanto tornamos os nossos empregadores mais ricos e potentes. Preocupam-se connosco os governos?, com os nossos filhos?, niente, nothing, rien, nada. Estamos num sistema capitalista, amigos, o que importa são os bancos, não as pessoas.

Ninguém nos vai tirar da escravatura a não sermos nós. Enquanto não tomarmos consciência e passarmos a ensinar os nossos filhos que o trabalho não dignifica, mas ecraviza e a agirmos nesse sentido e não nos deixarmos ser escravizados (pelo menos com a pesada pena que nos impõem agora), tenho pena dos nossos bisnetos, pois continuarão no mesmo inferno que nós.

Há pessoas que trabalham voluntariamente e fazem coisas mais importantes que a maior parte do resto do mundo, mas como não ganham dinheiro ou não produzem lucros, são considerados preguiçosos e "indignos", aliás, a maior vergonha que temos hoje em dia é de nos anunciarmos como desempregados, porque passa a ideia de que somos uns mandriões. As mulheres, por exemplo, que cuidam das suas casa, filhos e família, podem passar o dia todo nisso, mas não são "trabalhadoras", logo, "indignas". E quem são os "dignos" que todo o mundo respeita? São os que ganham rios de dinheiro, mesmo que no processo atropelem toda a ética e condutas morais possíveis.

O que é necessário é valorizar os nossos esforços e reconhecer a nossa dignidade, e pararmos de aceitar que nos vendam patranhas.

4 de março de 2008

ZEITGEIST O FILME

Zeitgeist o Filme, é assim que se chama o vídeo, e está a fazer furor na net.


É um vídeo grátis, é para ser mesmo pirateado. Quando fiz o download do torrent, pensei que ia apanhar um filme de comédia ou algo qualquer do género, porque não conhecia o termo zeitgeist, e a única coisa que me lembrou foi polstergeist. Entretanto quando comecei a ver o filme, não consegui parar, vi e revi.


O filme está dividido em três partes. A primeira fala da falsidade da religião cristã; a segunda é uma teoria de conspiração sobre o ataque de 11 de Setembro; e a última, quem está por detrás do ataque e como pretendem instaurar um governo global.


Já tinha entrado em contacto com os temas expostos no filme, por exemplo, o mito à volta de Cristo, a teoria da conspiração de 11/9, as guerras americanas e o comércio americano de materiais bélicos que estão por detrás das guerras no mundo; todavia, fui apanhado pelo filme como se nunca houvesse sequer reflectido sobre esses aspectos.

A parte que fala da não existência de Cristo, para complementar, deixo aqui o link do livro de La Sagesse, Jesus Cristo Nunca Existiu, uma leitura que me abriu os olhos e me ajudou a cimentar e relacionar vários conhecimentos que tinha sobre as diversas mitologias dos diversos povos (sempre me fascinaram os mitos).


A parte da teoria da conspiração, eu conheci por esta música de Ikonoklasta (Efeméride do Sékulo - Pt II), um dos poucos rappers tugas com cérebro.


Para já, no filme falou-se da invasão da Venezuela pelos americanos... e quem lê as notícias sabe que isso está prestes a acontecer. Pá, não posso fazer aqui nem introdução, nem síntese, nem nada, vejam vocês o filme.


O filme podem ver neste site (ver filme) ou então fazer o download neste outro (download do filme). Mas se por acaso fizerem o download e o vosso jukebox não conseguir ler o ficheiro, façam o download deste pacote de codecs e tudo correrá bem.


Gostava que vissem o filme e pudéssemos aqui discuti-lo aqui, entretanto, aconselho sempre a verem antes o vídeo abaixo.